Jogo 5: Tudo que você precisa saber sobre Cardinals@Eagles

Philadelphia Eagles e Arizona Cardinals se enfrentarão neste domingo, 08 de outubro, pela 121ª vez. No confronto histórico, que inclui duas finais de NFL e uma final de NFC, os Cardinals levam vantagem: 59 vitórias a 56, além de 5 empates.

O jogo será no Lincoln Financial Field, ninho das águias da Philadelphia, a partir das 14h (horário de Brasília). Infelizmente não teremos transmissão na televisão brasileira.

Separamos 5 headlines a serem observados no duelo:

 

1 – LINHA OFENSIVA

Infelizmente, esse será o principal ponto a ser abordado em todos os jogos da temporada dos Cardinals. Sem DJ Humphries, que teve sua volta já descartada por Arians, a unidade deverá ser a mesma que sofreu contra os 49ers: Wetzel (LT), Holden (LG), Shipley (C), Boehm (RG) e Veldheer (RT). É possível que Alex Boone, guard que se recupera de lesão, tenha condições de jogo e entre no lugar do novato Holden. Outro que possivelmente poderá ser titular é Earl Watford, recém recontratado, que poderá assumir a vaga de Boehm, muito questionado nesse começo de temporada.

Apesar da ausência de Fletcher Cox, o front seven dos Eagles ainda é muito forte e causará problemas. Durante a semana, o coordenador ofensivo e treinador da OL, Harold Goodwin, colocou esperanças em uma melhora da unidade. Afirmou que Veldheer está bem melhor e que Evan Boehm ainda está aprendendo a posição e que deverá evoluir. O fato é que as chances dos Cardinals neste jogo passam diretamente pela linha ofensiva. Com um tempo razoável no pocket, Carson Palmer deverá queimar a fraca secundária do time da cidade do amor fraterno.

 

2 – JOGO CORRIDO

Com apenas 2,7 jardas por tentativa e 57 jardas por jogo, o jogo corrido dos Cardinals é o pior da liga. Para o coordenador ofensivo, Harold Goodwin, é inaceitável que o time esteja nesta posição: “temos muitos bons corredores, bons tight ends e bons OLs para estarmos nesta situação. Nós precisamos correr para ficarmos vivos”.

Segundo ele, o problema está na execução, com o corredor não enxergando por onde deve correr e com bloqueadores não conseguindo segurar por muito tempo a defesa adversária. A ausência de David Johnson pesa, mas ainda assim, o próprio estaria sofrendo com os poucos espaços abertos pela linha ofensiva.

 

3 – RED ZONE OFFENSE

Deve existir alguma força natural que impede que os jogadores dos Cardinals executem as jogadas da forma correta quando chegam na red zone (últimas 20 jardas até a end zone). O time esteve nesta zona do campo por 15 vezes (maior número até o fechamento da rodada 4), marcando touchdown em apenas 4 vezes (algo próximo a 27%). Isso faz com que o time seja apenas o penúltimo em aproveitamento na red zone. Com bons números gerais do ataque (especialmente Carson Palmer), é possível reduzir o desempenho do time em uma frase futebolística: “falta acertar o último passe”. Que contratem uma benzedeira pra tirar a urucubaca.

 

4 – PARAR CARSON WENTZ (E LEGARRETTE BLOUNT)

Carson Wentz pode até ser impreciso em passes longos, mas possui uma habilidade única no pocket. Comparado até a Michael Vick, Wentz vem carregando os Eagles para mais uma campanha promissora. Contra Dak Prescott, a defesa de Arizona sofreu, especialmente quando o QB de Dallas deixava o pocket. É o tipo de erro que não pode se repetir. Anular a efetividade de Wentz é conseguir anular seu principal alvo, o tight end Zach Ertz.

Ainda assim, será necessário parar o sempre consistente running back LeGarrette Blount, que tem média de 5,9 jardas por tentativa (5ª melhor marca) e adora deixar sua marca contra os Cardinals. São duas vitórias em dois jogos, com média de 4,32 jardas por tentativa,  além de 3 TDs.

 

5 – FUSO HORÁRIO, COSTA LESTE, ESTÁDIO ABERTO, CHUVA…

Como se não bastasse jogar desfalcado contra um adversário forte, o jogo trás outras combinações que não costumam cair bem. A primeira é o horário. O time, que está acostumado a entrar em campo por volta das 13h, jogará como se fosse as 10h, horário de Arizona. Como o time costuma viajar um dia antes do duelo, não há tempo para se acostumar com o novo fuso, o que acarreta em mudanças na alimentação e sono dos jogadores.

Esta será a primeira vez na temporada que os Cardinals jogarão em um estádio aberto. Como se não bastasse versão 2.0, a previsão do tempo indica chuva e ventos na casa dos 25 km/h. Junte-se ao fato do time não ir bem quando joga na costa leste, ainda não ter jogado em estádio aberto neste ano, não estar acostumado a jogar com chuva e condições adversas, os Cardinals vem de uma vitória dramática contra um rival de divisão em um jogo que foi para a prorrogação.

Ainda como se não bastasse versão 4.0, os Cardinals tem muita dificuldade em se impor no começo dos jogos na costa leste. Foi assim contra Colts e Lions (onde poderia ter matado o jogo) neste ano, e foi assim contra Bills, Panthers e Dolphins ano passado.