Jogo 1: Tudo que você precisa saber sobre Cardinals@Lions

Arizona Cardinals e Detroit Lions, entrarão em campo domingo, 10 de setembro, as 14h (horário de Brasília) pela primeira semana da temporada regular da temporada 2017 da NFL. O jogo acontecerá no Ford Field, estádio dos Lions, que fica localizado em Detroit, Michigan. Não haverá transmissão na TV brasileira.

Embora as campanhas de Cardinals e Lions na temporada passada tenham sido bem distintas, não é nenhum exagero afirmar que no 67º encontro entre ambos, o time de Arizona entra como favorito no duelo dominical.

1 – DESEMPENHO DA LINHA OFENSIVA

Toda prévia sobre a temporada do Arizona Cardinals vem com um asterisco: se a linha ofensiva vingar, o time será forte candidato aos playoffs; se a linha ofensiva falhar novamente, mais uma temporada decepcionante está a caminho. Em 2016 foram 40 sacks cedidos e mais de 90 hits sofridos por Carson Palmer, o que, obviamente, atrapalha o ritmo do ataque, já que Palmer tem que se livrar da bola antes do necessário. Todavia, o adversário de domingo é ideal para que a unidade comece com o pé direito.

Baseando-se nas estatísticas de 2016, nem mesmo com a possível ausência de Mike Iupati (LG), que tem uma lesão no tríceps, deverá causar maiores problemas para a unidade. Os Lions foram apenas a 24ª melhor defesa contra o jogo corrido (média de 4,4 jardas por carregada) e a terceira pior em sacks.

2 – DESEMPENHO DOS RECEBEDORES

Depois da linha ofensiva, provavelmente é a unidade que mais gera dúvidas na cabeça do torcedor. Durante a pré-temporada foram altos e baixos, alternando boas recepções e bom ganho de jardas após a recepção e drops e leituras erradas de rotas. Embora pré-temporada não seja parâmetro, foi possível observar mais inclusão dos Tight Ends no jogo aéreo ofensivo da equipe, o que poderá ser uma tendência na temporada regular, compensando assim a inabilidade de alguns recebedores de correrem (e receberem) em algumas rotas out.

Na temporada passada, a defesa dos Lions foi apenas a 25ª melhor contra o jogo aéreo (média de 7,5 jardas por passe tentado), entretanto, foi a terceira melhor em jardas por passe completo, com 10,3, o que pode indicar eficiência nos tackles.

3 – LINHA DEFENSIVA E O JOGO CORRIDO

Durante a pré-temporada, a unidade foi muito criticada por não conseguir conter o jogo corrido adversário. O fato é que em 2016 a unidade foi a segunda melhor contra o jogo corrido (3,6 jardas cedidas  em 424 corridas tentadas). Porém, com a perda de Calais Campbell na free agency, o melhor run stopper do time, a primeira impressão é que a qualidade da unidade caiu muito. Muitas dúvidas ainda pairam sobre a linha defensiva.

Frostee Rucker irá manter-se saudável e continuar efetivo? Josh Mauro conseguirá ser regular? Robert Nkemdiche poderá finalmente contribuir positivamente para a unidade? Se o problema é falta de confiança, o adversário parece ter sido escolhido a dedo: em 2016 o Detroit Lions foi o 6º pior time correndo na NFL (3,7 jardas por tentativa). O principal nome do jogo corrido da equipe tem sofrido com lesões (Ameer Abdullah), e Theo Riddick, que correu para mais jardas em 2016, não passou das 357.

4 – SECUNDÁRIA CONTRA MATTHEW STTAFORD

O homem mais rico da NFL e dono do braço mais potente, segundo o treinador dos Cards Bruce Arians, não teve até o momento sorte contra o time de Arizona. Foram 4 jogos, 4 derrotas, pouco mais de 58% de passes completados, 3 TDs e 7 INTs. No último encontro ele foi colocado no banco por seu treinador antes do término do duelo. O fato é que desde do último jogo entre as equipes, Stafford se firmou entre os 10 melhores QBs da NFL.

Em 2016 foram mais de 4,300 jardas, completando mais de 65% dos passes, com 24 TDs e apenas 10 INTs. Felizmente para os Cardinals, a secundária é tão boa quanto. Na pré-temporada a unidade foi muito bem. Até mesmo os criticados Justin Bethel e Brandon Williams foram bem, desviando passes e cedendo poucas jardas. Certamente, será um dos matchups mais esperados da rodada.

5 – SPECIAL TEAMS

Qualquer pré jogo dos Cardinals que não inclui special teams, está incompleto. Porém, todavia, entretanto, as vindas de Phil Dawson e Andy Lee prometem excluir a unidade das análises, o que é um bom sinal. Para isso, a unidade tem que se provar, e nada melhor que pegar um dos melhores special teams da ultima temporada. Segundo o site especializado FootballOutsiders, a unidade da equipe de Detroit foi a 6ª melhor do último ano. E isso inclui principalmente a qualidade da equipe em bloqueios para o retorno e os tackles para evitar.

Na sexta-feira a unidade de Amos Jones (treinador dos Cardinals) ganhou mais um importante reforço: a volta de Scooby Wright, que passou a pré-temporada inteira atuando no time de especialistas. Depois de três anos sendo uma das piores unidades da NFL, os Cardinals deram um voto de confiança a Amos Jones, e não só isso, trabalhou para qualificar a unidade. Basta ao treinador demonstrar que mereceu.